terça-feira, 25 de maio de 2010

Papo cabeça e outros que tais

Vi a entrevista de Augusto Nunes, no finzinho, e de Paulo Moreira Leite, esta total, no programa da Gabi pelo GNT. Os dois são jornalistas reconhecidos e respeitados. Gabi, nem preciso falar. Moreira, que tem um blog alojado no site da Revista Época, começou a carreira fazendo jornais contra a Ditadura Militar, entre outras coisas. Ontem, escutei algumas frases do jornalista da Época que acabei me identificando. Não vou dizer aqui, com as mesmas palavras, o que ele disse, mas vai do meu jeito:


- Vivemos uma crise de ideologia, a juventude atual não está preocupada em ter uma. A juventude de agora está interessada em cuidar de sua carreira (jornalistas novos) e os jornalistas mais velhos também.

- O que está impresso tem mais força do que na internet, as fontes preferem o que está publicado no papel, pois a internet é mais efêmera.

- Esta história de que os jovens agora não sabem escrever, também era a mesma coisa na minha época, alguns sabem outros não.

Eu penso da mesma forma, penso que o impresso também sacramenta aquilo que foi dito ou informado, enquanto a informação pela internet é frágil e passageira.

A juventude de agora só pensa em dar certo, para ela não há espaço para esta conversa de que o Brasil é o país do futuro ou qualquer outro papo furado. Dar certo, compreenda-se, vale tudo, sem ideologia ou papo cabeça.

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