Precisa-se de um Eliot Ness na Prefeitura de Campinas, pois os fatos são muitos e a incompetência tem o mesmo tamanho. Vamos lá. Teve o prefeito do trólebus, do paliteiro da Amoreiras e do Córrego do Piçarrão, sobraram denuncias de bandalheiras. Teve a história, um pouco antes, do Viaduto Laurão, até deu cadeia domiciliar para o prefeito da época. Teve a história da IMA, a história do geoprocessamento de Campinas e do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), dos túneis e parte do dinheiro voltou para os cofres públicos, mas muita gente encheu as burras. Teve a história do Toninho, morte, e nada se apurou. Tem a história do Hélio, maracutaia na Sanasa, bandalheira e, talvez, tudo fique no papel.Mas há algo que une tudo isso, a bandalheira nas autarquias da Prefeitura de Campinas. Ora Emdec, ora Ima, ora Sanasa e por aí vai. O que chama à atenção é que os fatos de bandidagem se repetem dentro dos mesmos órgãos públicos, foi a assim Emdec/VLT, Sanasa/Piçarrão, IMA/geoprocessamento e tantas outras coincidências. Serão coincidências? O que se deduz de todos estes fatos, é que há, sem dúvida alguma, uma cultura instalada nas autarquias e adjacências do poder público campineiro.
Essa cultura, por dedução, estaria ensinando governantes a como burlar as contas públicas para proveito pessoal. Ninguém comete roubo se não souber o caminho para, assim, obter êxito. Explico. Nenhum bandido sai com arma em punho sem saber como apertar o gatilho se necessário for. Ah, existem os incautos, que por desespero ou ingenuidade, agem de maneira inocente e se tornam vítimas de sua própria incompetência. Quero crer que não seja o caso dos governantes que sentaram na cadeira do Palácio dos Jequitibás, daí a culpa recair, novamente, na turma que ensina como burlar as contas públicas.
Assim como Eliot Ness, alguém ensina o caminho das pedras para que governantes driblem, por assim dizer, seus governados. Eliot pegou Al Capone depois de aceitar orientação de um de seus agentes, que sugeriu a prisão do contador do poderoso chefão americano. Que tal, as investigações começarem a trabalhar nesta direção. Daí, muita gente honesta, vai acreditar que algo irá acontecer.
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