O rei era corrupto, derrubaram ele. Assumiu o príncipe, era corrupto também. Troca de seis por meia dúzia... Assim parece ser a história da política brasileira. Governantes se sucedem aqui e ali e a história, além da corrupção, tem o mesmo enredo. Os personagens também são os mesmos. Aí falam que é necessário acreditar. Que o povo precisa se informar mais. É necessário Educação. Os orientadores da boa conduta do voto esquecem-se de um detalhe: educação e ter esperança fica na mão do rei. Ou não? Quem destina verba para isso ou aquilo na coisa pública é o rei. Então vamos parar de orientar quem trabalha, paga impostos e espera solução.
Vamos a alguns exemplos. Paulo Salim Maluf é procurado pela International Criminal Police Organization (Interpol) em todo mundo, caso tire o pé do Brasil será preso. No seu prontuário criminal da Interpol se lê: FRAUD CONSPIRACY, THEFTS, o que, traduzindo, significa fraude, conspiração e roubos. Maluf completou 80 anos este mês (3) e está solto. Outro caso emblemático é o da deputada Jaqueline Roriz, perdoada ao ser flagrada por câmeras recebendo R$50 mil para sua campanha. O escândalo ficou conhecido por Mensalão do DEM. Um total de 265 deputados disseram que nada aconteceu voltando pela não cassação do mandato da parlamentar. Outros 166 votaram pela cassação. Resultado: ela está solta.
Então, passamos 365 dias do ano discutindo corrupção. Outros 365 dias para ouvir os envolvidos. Outros 365 dias para dar o texto final e acertar interesses. Outros 365 dias para encaminhar os fatos à polícia. Quinze anos do inquérito ao julgamento e outros 15 para receber. Ou não é isso? Esta pasmaceira toda é constitucional e importante, sem dúvida, porém a justiça demora, e é justo que assim o seja. A justiça não tem que ter a mesma pressa que levou o corrupto a roubar, furtar ou coisa que o valha.
Então o que fazer? Mudar a agenda dos políticos brasileiros e entregar para polícia a tarefa de encaminhar corruptos à cadeia. Esta é uma meia resposta, pois a vingança existe entre quem está no poder e quem faz oposição. Políticos no Brasil, injustamente, foram acusados de crimes que não cometeram. A história do ex-deputado federal, Ibsen Pinheiro, acusado injustamente por sonegação fiscal e condenado a ficar afastado oito anos da vida pública, é a mais vergonhosa página de vilania por parte de seus opositores. Ao que parece, uma Reforma Política começaria a resolver o problema da corrupção, principalmente, no financiamento de campanhas eleitorais, para citar um exemplo.
Então, a nova agenda de discussões entre os politicos deve ser Educação, Trabalho, Saúde, Segurança, Transportes e Cidadania. Ter só na agenda a caça de corruptos é pouco. É necessário governar. O País entra nesta década com o desafio de recepcionar o mundo, seja pelos eventos mundiais que aqui acontecerão, seja pelo fato da esperança não fazer mais sentido para nosso crescimento econômico. Somos a bola da vez na Economia e não conjugamos mais o verbo esperar . Quem espera nunca alcança: este é o sentido atual de esperança nos trópicos. Governantes, por gentileza, comecem a governar.
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