Numa olhadela pelos jornais da Europa, Ásia, África e continente americano, Brasil e Turquia ficaram sozinhos na decisão de apoiar o Irã no enriquecimento de urânio a 20%. O Financial Times da Inglaterra foi a exceção, chamando de esperança o ato protagonizado por Brasil e Turquia em busca de uma resolução pacífica entre a Casa Branca e Teerã.
Há malucos religiosos, especialmente os aiatolás, que estão felizes com a falta de unanimidade no Conselho de Segurança da ONU, foram 12 votos a favor das sanções econômicas e políticas contra Teerã e apenas Brasil e Turquia votaram contra. Mas é bom que fique claro, os EUA não é nenhum santo, tenta manter sua hegemonia no mundo enfraquecendo quem tente ultrapassá-lo no quesito armamentos. Essa guerra em torno da questão nuclear, já disse em outro post, não nos interessa.
A visão de uma nova invasão americana no Oriente Médio pode ser interessante, em parte, para países emergentes como o Brasil. Explico. Americanos e europeus dependem muito do petróleo, seus lares são mantidos aquecidos e suas indústrias funcionam graças a derivados e subprodutos petrolíferos. Nossa economia verde, aliada a energia hidroelétrica, consegue suportar uma possível escassez, caso os países do Oriente Médio se voltem contra americanos e europeus, devido uma nova invasão na região, não mais exportando petróleo e seus derivados.
Se o mundo mergulhar mais uma vez numa guerra, quem sairá perdendo será a economia de Wall Street e de Londres, principalmente, porque estão em forte decadência. O Brasil, embora equivocadamente, fez sua parte tentando negociar a paz, agora é hora de ficar quieto e esperar as peças do tabuleiro se moverem a seu favor.
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