domingo, 19 de outubro de 2008

A depressão dos ausentes

A depressão econômica está por vir, pelo menos é o que especialistas pelo mundo afora estão dizendo. Estudei, por conta e risco a Crise de 29, e descobri que uma das táticas de governos nàquela época era tentar esconder o fato das pessoas. Deduzi, na minha santa ignorância, que a tática destes governantes e de alguns ricos, era a de enrolar o quanto pudessem a população para terem tempo necessário de retirar seu dinheiro de tamanha fria.

Fato é que não temos mais mecanismos mundiais de controle desta jogatina do mercado financeiro. Imagine um jogador de cartas, que ao perder todo seu capital, vira para o dono do cassino e diz: empresta um? Mais um? Mais outros?...E fazer isto mais de 60 vezes. Isto foi o que aconteceu com os bancos pelo mundo todo, a tal da alavancagem, especuladores emprestaram o que os bancos não tinham para pagar ao mercado.

A cobrança começou. Os bancos que não pagam a jogatina, quebram. Tenho informações que um banco alemão apostou o equivalente ao PIB da Alemanha. A Bolsa deve esta semana cair abaixo dos 30 mil pontos, profetizam alguns. Outros falam que a bolinha de ping pong do mercado está se estabilizando, o sobe e desce, mais desce do que sobe, está terminando. Vamos ver muita coisa ruim acontecendo no mercado, esta é um certeza irrefutável. E governos pouco ou nada poderão fazer, porque estão desarticulados, ausentes, depressivos por não terem como se safar de seu ardil.

Difícil prever o que irá acontecer neste cenário. A depressão de 29 fez com que surgissem pelo mundo afora grandes máfias e quadrilhas, governos autoritários, muita morte e sangue. Espero que não mergulhemos neste limbo de violência e fome. O mundo pode até não passar por esta quadra da história novamente, mas a depressão dos ausentes deixou para a próxima geração uma armadilha.

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