A economia deve desacelerar no varejo este início de ano, como sempre é esperado para este período. Parte do grande fluxo de caixa acabou com as festas de fim de ano. Agora, há tributos para pagar e material escolar, preocupações de pais e mães. Há também o ingrediente da crise, porém ela se deve mais ao pânico gerado por questões externas do que internamente. O EUA perdeu o equivalente a dois PIB, parte deste dinheiro era fantasioso e a outra parte real.
Aqui, porém, vai tudo bem, obrigado. O governo diminuiu as contas públicas, promovendo um superávit e minimizando com esta sobra a dívida pública. Nossas contas externas estão confortáveis, a balança comercial nunca esteve tão equilibrada como antes. Estamos dolarizados, o governo americano aceitou trocar moeda sem cobrar os tais juros de mercado ou levar em conta a elevação do câmbio. Não há dúvidas, estamos bem.
A Europa está em recessão, assim como Japão e EUA. Nós vamos crescer, não importa se 1% ou até 4%, vamos crescer e pronto. Vamos olhar pelo retrovisor países se arrebentando, detonados pela ganância e pelo descuido de estados ausentes, que deixaram de regular a mão branca do capitalismo. Vamos ver ainda muita quebradeira.
Teremos o pânico externo então, alimentado pelo varejo desde o início de outubro do ano que se foi, e por vozes arcáicas que soltam a velha cantilena surrada de que Lula não fez à lição de casa. Isso cansa. Esta gente é chata e precisa mostrar patriotismo, além é claro, de se tornarem capitalistas, pois ainda vivem no feudo da economia mercantilista, fazem escambo da honra por qualquer vintém. É um saco falar desta gente, viremos a página. Feliz 2009. Ah, antes que eu me esqueça, mas vale o dito: Os cães ladram e a caravana passa...
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