O tucano Geraldo Alckmin é candidato ao governo do Estado. Tem apoio do movimento sindical não ligado a CUT, porém os mesmos sindicalistas apóiam para presidente a Dilma Rousseff. O Serra foi abandonado pelo governador mineiro Aécio Neves, que decidiu disputar o Senado. Para quem imagina que Serra está mais bicudo do que o símbolo de seu partido, pode tirar o cavalinho da chuva.
Lembro de Alckmin contra Lula na última eleição presidencial, o tucano estava lá atrás e ficou a sete pontos de distância apenas do atual presidente. O que salta aos olhos é que Serra é bom nos debates, embora a imprensa de uma maneira geral, use a frase surrada de que os discursos dos candidatos foram parecidos.
Em dois debates, para empresários e para setores da saúde, Serra se deu bem, segundo os presentes, e a petista usou uma tática conhecida, colou seu discurso ao do tucano. Ela fica lendo papelzinho da assessoria. Pena que nas redações impere o olho míope e, em certo ponto, ideológico de jornalistas que deixaram de exercer a tarefa básica de suas vidas: investigar. Números, tendências, apoios, debandadas e até retiradas estratégicas não traduzem o quadro real, qual seja, a eleição está aberta e eu, que não sou besta, não vou ficar determinando se o ovo ou a galinha vem em primeiro lugar.
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